CONVERSAS SOBRE “OS MEUS LIVROS E A ILHA DO PORTO SANTO” COM O ESCRITOR PORTO-SANTENSE ANTÓNIO JOSÉ RODRIGUES
No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, data assinalada a 23 de abril, a Câmara Municipal do Porto Santo, através da Biblioteca Municipal, contou com a presença da Vereadora da Câmara Municipal, Mariana Vasconcelos, e do Presidente da Assembleia Municipal, Paulo Silva, e teve o prazer de contar com a presença do escritor porto-santense António José Rodrigues para falar sobre os seus livros editados, desde o ano 2000, que retratam a história, tradições, poemas e contos da Ilha do Porto Santo, nomeadamente: “O Mar da Travessa – Odisseias da Ilha do Porto Santo” (2000); “Álbum do Porto Santo” (2001); “Estórias do Porto Santo” (2001); “Os Santos Populares no Porto Santo” (2002); “Memórias Vivas do Porto Santo” (2003); “Alma de um Povo” (2004) e “Porto Santo – Contos, Poemas, Tradições e Factos Históricos” (2018).
A obra de António José Rodrigues espelha a sua paixão pela sua terra, a Ilha do Porto Santo e demostra no seu testemunho, genuíno e singular, as vivências do povo porto-santense, transmitindo às gerações vindouras as tradições e a cultura do Porto Santo.
António José Rodrigues foi funcionário da Câmara Municipal do Porto Santo, entre 1963 e 1997, e exerceu diversas funções, tendo no final da sua carreira desempenhado cargos de chefia. Esteve sempre envolvido na cultura porto-santense, no Grupo de Folclore do Porto Santo, na fundação do Grupo Experimental de Teatro do Porto Santo, em 1981, com atuações no Porto Santo, no Teatro Baltazar Dias, no Porto da Cruz e Faial. No ano 2000 abriu portas ao Museu de Etnografia do Porto Santo, localizado no sítio do Farrobo. Participou em conferências, programas de rádio, um deles o conhecido programa cultural semanal “Antília”, promovido pela Rádio Praia do Porto Santo, durante 10 anos. Colaborou com escritores, como por exemplo o Professor Doutor Francisco de Freitas Branco e o seu filho, Professor Doutor Jorge Freitas Branco, entre outros.
Este legado fundamental de preservação da memória coletiva, deu voz a uma geração cujas histórias passavam de boca em boca.
Os seus desejos para o Porto Santo, é que se dê continuidade ao seu trabalho de recolha, investigação e escrita e que nunca se perca a esperança que dias melhores virão.
Porto Santo, 24 de abril de 2026







